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Cristina Silveira

Vamos planejar os estudos?

E 2014 chegou!  Atenção!

Apesar de algumas pessoas acreditarem que o ano só começa após o carnaval, lembrem-se: as aulas iniciam-se no dia 3 de fevereiro e tem professores que já dão matéria!  Toda a atenção e dedicação dispensadas no inicio do semestre aos estudos, pode ser fundamental para evitar dificuldades e correria no final do ano. Aí vão algumas dicas:

 

1) Vamos começar pelo material escolar:

Material comprado, organize tudo adequadamente. Encampe os cadernos com capricho e identifique as matérias na capa para facilitar o acesso no horário das aulas. Se puder, compre cadernos de capa dura porque são mais resistentes. As folhas do caderno não podem ser muito finas, senão a criança pode ficar insegura ao escrever, porque a folha pode rasgar e isso não é nada bom para aqueles que estão nas séries iniciais. Lapiseira só para crianças maiores, que já tem coordenação motora suficientemente desenvolvida para adequar a pressão da mão no papel e não quebrar o grafite. Borracha branca e macia, para não manchar o caderno, ok?

A mochila é um item muito importante. Lembre-se que existe um peso adequado para cada idade e tamanho da criança. Se na escola tiver escaninhos, faça proveito dessa facilidade, pois evita que a criança ou adolescente carregue um peso desnecessário durante as idas e vindas à escola. Mas a atenção deve ser dobrada, pois esquecer material no escaninho pode gerar descontos na pontuação por falta da entrega de deveres de casa!

O Horário das aulas deve estar colado na primeira página da agenda. Assim, a criança ou adolescente pode controlar os seus horários, retirar e guardar o material da mochila adequadamente.

A agenda escolar é para ser utilizada diariamente. Os pais devem ter o hábito de olhar a agenda todos os dias e se possível dar um visto, para que a criança perceba que a família está acompanhando as suas atividades escolares.

 

2) A escola:

Procure conhecer os coordenadores e professores de seu filho (a), colocando-se à disposição para conversar e trocar informações.

Outra dica é procurar saber sobre o estatuto da escola, as normas e regras de conduta dos alunos para que não ocorra nenhum mal entendido entre família e escola posteriormente. Busque informações sobre horários de aulas, intervalos, atividades de laboratório, de artes, bem como de entrada e saída dos alunos.

 

3) Aulas extracurriculares:

Aulas extracurriculares são interessantes. Mas procure não lotar a agenda do seu filho com essas atividades. Isso só vai estressar a criança ou adolescente no cumprimento de tarefas, ao invés de trazer prazer e acrescentar conhecimentos. Se for possível, busque uma atividade esportiva, uma de artes e uma língua, nada mais.

 

4) Local de estudos em casa:

Procure um local calmo para estudar, onde não haja elementos capazes de distraí-lo: longe de rádio, tevês ou computadores. Celulares: DESLIGADOS!

A iluminação do local e os móveis (mesa e cadeira) adequados são necessários, para que se mantenha a postura correta.

Fixe nesse local um quadro na parede, tipo um calendário, para que a criança possa controlar dias de provas, entregas de trabalho, deveres de casa e outras atividades escolares. Com isso eles podem criar autonomia e controlar suas obrigações escolares. Mas é imprescindível que os pais se certifiquem se os filhos estão realizando o processo, e para isso devem acompanhar SEMPRE!

 

5) Elaborando um Plano de estudos:

- Vontade de aprender é imprescindível! Isto decidido, vamos partir para a produção, estabelecendo prioridades para o cérebro.

- Realizar um plano que seja coerente com o ritmo da criança. Ou seja, planejar o inicio do estudo muito cedo, pode não render e baixar a autoestima da criança, que não conseguirá cumprir o planejamento.

- Não caia na tentação de adiar nada planejado, porque as tarefas se acumulam, e fica impossível dar conta de tudo!

- Ordenar as tarefas de acordo com os prazos. Se fizermos isso durante todo o ano, tudo ficará mais fácil.

-  Monte uma tabela semelhante ao horário escolar. Marque em cada dia as disciplinas que irá estudar e, conforme a matéria é dada na sala de aula, vá detalhando os conteúdos ou as metas numa tabela ou quadro afixado.

- Dedicar algumas horas após as aulas e nos finais de semana para rever a matéria, pode render uma boa aprendizagem.

- Não deixar as lições de casa para o dia posterior, aproveitando que o conteúdo ainda está “fresco” na mente.

- Elaborar pesquisas e trabalhos mais fáceis inicialmente, para depois realizar as tarefas consideradas mais difíceis.

- Perguntar sempre que tiver dúvidas a quem realmente sabe o conteúdo.

- Elaborar um plano de estudos semanal, organizando os conteúdos que serão estudados.

- O estudo pode ser realizado em dois ou três períodos de 2 horas no decorrer do dia. Mais do que isso pode levar a uma fadiga mental. 

- Intercale as matérias preferidas com as que não gosta. Evite, por exemplo, estudar Matemática e Física em seguida, já que as duas exigem cálculos. 

- Tique na tabela cada tarefa realizada. O que não foi feito no período determinado deve ser realizado em um horário extra na próxima semana. Deixe períodos livres para eventuais reposições, mas evite sempre postergar as tarefas.

 

6) Treinando interpretação de texto:

- Ler algo compreendendo com clareza seu conteúdo nem sempre é uma tarefa fácil e depende muito da prática. Não se consegue aprender a ler às vésperas de uma prova, é preciso adquirir o hábito, mesmo que isso seja feito com livros que não tenham relação direta com os assuntos vistos nas aulas.

- Os rabiscos: vá destacando com caneta colorida ou marcador de texto as palavras-chave. Se preferir, escreva ao lado de cada parágrafo a ideia principal. Isso facilita a compreensão e o trabalho na hora de rever o assunto. 

- A interpretação: durante a leitura, relacione e compare as novas informações com o que você já conhecia sobre o tema. O autor pode estar contrariando ou acrescentando algo à informação que você já possui. Pode também estar defendendo uma teoria incorreta. Nunca renuncie ao senso crítico. 

- A síntese: faça um fichamento de cada capítulo, artigo ou livro lido. Anote em fichas de papel, ou num caderno, o título, o autor, a editora ou a fonte, data da publicação e a página. Depois, relate por escrito o que você compreendeu em um resumo. Consulte-o sempre que precisar retornar ao assunto.

 

7) Outras dicas de estudo:  

 Pesquisar sempre, buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros, para realizar a atividade que foi proposta. 
Refazer os exercícios que errou ou apresentou dificuldades; 
Descobrir as melhores técnicas de memorização para estudar (esquemas, falar em voz alta, dramatizar, estudar em grupos, entre outros). 
Reconhecer as áreas que apresenta dificuldade, dedicando um tempo maior de estudo; 
Preparar o material escolar antecipadamente, verificando os livros e cadernos que irá utilizar. 

 

8) Dicas para a família:
Envolver na vida escolar do filho. Perguntar a ele o que aprendeu e como isso pode ser importante na vida dele. 
Mostrar para seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, dando a ele a capacidade de buscar sua independência. 
Não pressionar nos estudos, fiscalização intensa não funciona. Ensine a ter responsabilidade, pois seu filho não o terá pelo resto da vida. 
Antes de recorrer a aulas de reforço escolar, veja se a criança ou adolescente é capaz de superar a deficiência sozinho.

Se não tiver tempo, busque orientação de uma psicopedagoga para montar o plano de estudos de seu filho.

 

Boa sorte! 

 

Cristina Silveira é psicanalista, psicopedagoga e educadora,

especialista em neuropsicopedagogia, arte-terapia e psicologia do trabalho. Tem formação em educação inclusiva (TDAH, autismo, Síndrome de Down) e atualização em artes plásticas e saúde mental. Idealizadora do Movimento Resgatando a Infância.

* Este é um artigo autoral, que reflete as opiniões do colunista e não do veículo. O website BH DA MENINADA não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações, conceitos ou opiniões do (a) autor (a) ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso das informações contidas no artigo.

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