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Cristina Silveira

O que é terror noturno?

No período pré-escolar, entre 3 e 5 anos, algumas crianças podem apresentar o terror  noturno, que acontece geralmente  no meio do ciclo do sono ou uma hora após o inicio do sono e sua duração varia de 1 a 20 minutos.

A criança pode ser assaltada por um pavor durante o sono, sem consciência do que é real ou fantasia. Ela grita, transpira , pode apresentar taquicardia, com olhar  vago. Pode não reconhecer as pessoas, apesar de estar com os olhos abertos ela não acorda realmente.

Nos bebês pode gerar uma crise de choro incontrolável . Nas crianças maiores  podem vir acompanhados de movimentos corporais, exacerbada agitação, gritos, gemidos, confusão e, em certos casos, fuga da cama ou do quarto, ou seja, sonambulismo.  Pode acontecer esses episódios também com adolescentes.

 

O QUE CAUSA O TERROR NOTURNO?

Alguns fatores contribuem para o aumento dos episódios, como por exemplo, fatores estressantes e a sensação de insegurança. A causa deste distúrbio ainda não foi elucidada. Existem  hipóteses que sugerem que a imaturidade do sistema nervoso central possa ser a causa deste problema. Outras teorias sugerem que este distúrbio esteja relacionado com alterações em determinadas fases do sono.

 

O QUE FAZER?

  • Não entrar em pânico, não gritar ou tentar acordar a criança abruptamente.

  • Acalentá-la e leva-la para a cama com calma, até que o sono restabeleça.

  • Tentar minimizar o estresse da criança em sua rotina.

  • Evitar  irregularidade de horário da criança dormir e acordar.

  • Procurar não oferecer à criança alimentos gordurosos ou com muito condimento antes de se deitar.

  • Deve ser feita uma intervenção familiar no sentido de refletir sobre se a criança está sendo por demais exigida, pressionada, se o relacionamento da família está sendo adequado, compreensivo, flexível, amoroso.

  • Como a criança consegue expressar seus sentimentos e emoções através dos brinquedos e brincadeiras, uma ótima sugestão seria os pais observarem o  comportamento e atitude de seus filhos nesses momentos.

  • Devem também, abrir um espaço emocional para que a criança possa falar sobre o que desejar, sem julgamento ou crítica. A criança se sentirá reconfortada, segura, compreendida e respeitada, sabendo que pode contar sempre com eles.

  • Se persistirem os sintomas, deve-se encaminhar a criança para a psicoterapia.

 

Fica a dica ! 

 

Cristina Silveira é psicanalista, psicopedagoga e educadora,

especialista em neuropsicopedagogia, arte-terapia e psicologia do trabalho. Tem formação em educação inclusiva (TDAH, autismo, Síndrome de Down) e atualização em artes plásticas e saúde mental. Idealizadora do Movimento Resgatando a Infância.

* Este é um artigo autoral, que reflete as opiniões do colunista e não do veículo. O website BH DA MENINADA não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações, conceitos ou opiniões do (a) autor (a) ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso das informações contidas no artigo.

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